quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Contos de "Bichos" em tempo de Natal...

A acrescentar aos Bichos, de Miguel Torga, nesta época natalícia – oferta do 7.º ano, com votos de Boas Festas!

[Ler e reler Torga? Na Biblioteca!]

Alguns contos de Natal escritos em Oficina do Conhecimento (no âmbito do projecto do Plano Nacional de Leitura: "Quem te lê, teu amigo é!", com a prof. Cristina Montes):

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A rena Rabina desaparece...?!
Há muito, muito tempo morava no Pólo Norte uma rena invulgar. Era diferente de todas as outras, chamava-se Rabina e até os seus chifres eram estranhos, eram verdes e com bolinhas roxas e, por vezes, até lhe apareciam risquinhas pretas... Era a rena que mais chamava a atenção.
Certo dia, sem ninguém saber como, ela desapareceu… nem o seu dono, Rabinis, sabia como tal teria acontecido, pois ela gostava muito de ali morar, ali sim, era a sua verdadeira casa...
Grande mistério! Que teria acontecido à rena Rabina?
Passados alguns dias, Rabinis sentia-se tão sozinho… estava a ficar preocupado… Então decidiu procurá-la.
Procurou, procurou, procurou… até que… viu algo muito estranho – será que se pode chamar estranho? Ou até comprometedor? Bem, não sabemos como descrever aquele sentimento, o certo é que Rabina se encontrava ainda mais invulgar do que nunca... agora estava maior, mais brilhante e mais feliz do que nunca, pois tinha encontrado o trenó do Pai Natal, que há muito tempo tinha desaparecido...

(Susana Garcia n.º 25, Sandra Neiva n.º 24, João Pires n.º 16 – 7.º B)

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O Coelho e o Elefante
Era uma vez, há muitos anos atrás, numa floresta do Brasil, em plena época natalícia, um elefante solitário que não tinha com quem falar nem com quem brincar. Dizia para si próprio:
- Que chatice, este Natal vou ficar sozinho! Há tantos meses que não vejo ninguém! O que eu posso fazer? Eu devia era sair daqui para fora e ver se, do outro lado da floresta, há alguém com quem eu possa falar e brincar neste Natal.
E assim foi: o pobre elefante decidiu pôr-se a caminho. Percorreu tanta floresta e tanta mata, só para chegar ao outro lado da floresta, para poder encontrar alguém com quem brincar neste Natal. Ele, de tanto caminhar, dizia:
- Há horas que estou a caminhar e sem encontrar ninguém!
Então sentou-se e acabou por adormecer, no meio da floresta, em pleno chão frio. Passadas horas de frio e vento, acordou com um som vindo de trás de um arbusto coberto de neve. Ficou curioso por saber o que era que estava ali. Aproximou-se e viu um coelho cheio de frio e à procura de alimentos. O elefante teve pena dele… Agarrou no coelho e foi procurar um abrigo para poder combater o frio.
Foram para uma gruta – mas algo de estranho aconteceu. Tinham entrado na gruta onde estava um enorme urso branco! Tão branco… tal como a neve! O urso estava a dormir, mas eles queriam aquela gruta para se agasalharem. O elefante não sabia o que fazer, estava demasiado preocupado com o coelho. Decidiu então acordar o grande urso. Acordaram-no e o urso falou com ele como se uma formiga estivesse a falar com o elefante. Que medo! Mas não! O urso era amigo, não era mau. Disse-lhes que se aproximassem porque na rua fazia frio.
O coelho sentia-se agora muito contente por o elefante o ter salvo do frio e por ter encontrado um abrigo.

(Daniel Ramos n.º 10 - 7.º B)

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RODOLFO
Era uma vez uma rena muito feliz, que estava sempre a brincar, a passear e a divertir-se. Esta rena chamava-se Rodolfo e tinha uma graaaaande imaginação! Inventava histórias e muitas outras coisas que nem conseguiriam entrar na nossa cabeça. Mas era também muito inteligente, pois para se inventar uma máquina que faz tudo o que nós mandamos, temos de admitir, não é tarefa fácil (isto da máquina foi invenção do Rodolfo, não está à venda, por isso não vão a correr às lojas... talvez daqui a 100 000 anos, nunca se sabe).
Bem,voltando à nossa história - o Rodolfo andava a dar um passeio de bicicleta quando se sente como se estivesse a ser seguido, e eis que o nosso bravo e heróico SUPER-RODOLFO... P
ára, pára, pára! Mas o que é isto? Alguma banda desenhada ou quê? Alto lá! Isto é uma história educativa para meninos e meninas com mais de 5 anos... CHEEEEEGA!!!!!!!!!!!!
Não, isto nem é uma banda desenhada nem uma história educativa, isto é apenas uma história, mais nada. Ide para casa. Desculpai, foi apenas uma troca de papéis...
Bem, vamos acabar com isto - o Rodolfo, ao sentir-se ameaçado, monta uma armadilha infalível, uma rede coberta de neve com uma bolota em cima, irresistível. Depois, se alguém aparecer, o Rodolfo puxa um fio ligado à rede...
Mas a história vai continuar, na manhã de Natal!...

(Mariana Martins - 7.º B)

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A Ovelha e o Bode: a fantasia
Ela sentia-se só! Ele sentia-se só! Pois, eles sentiam-se sós! Ela era uma ovelha, triste, desencontrada no mundo. Ele, infeliz sem amizades! Mas porque é que o mundo é assim? Não se percebe, pois não?
Ela vivia num prado abandonado. Já ele vivia na Quinta da Madeixinha, era maltratado pelos próprios donos e pelos outros animais. Certo dia, estavam caindo flocos de neve, parecendo cristais cintilantes, flutuando no imenso céu coberto de nuvens. Era a ceia de Natal! Eles precisavam de um sítio para sentir carinho, amor e tudo de bom, pois eram desprezados por toda a gente.
Ela, quase sem forças, ia caminhando para o futuro e mais além, sem olhar para trás ou sequer para o passado. Ele, o bode, estava farto de ser a chacota da quinta! Desesperado, saiu da quinta e caminhando tristemente pelo monte acima, batendo-lhe o vento gelado e os flocos de neve na face peluda, conseguiu reconhecer uma casa deserta, a cair. O bode, que era um animal muito simples, achou que essa casa era ideal para ele passar aquele dia. No outro lado, noutro monte, estava a ovelha passeando de um lado para o outro, procurando um lugar para se aconchegar daquele nevão até avistar uma “casinha” pequena, desalojada, para ficar.
Mal entrou, avistou um pequeno bode triste! Ela, sem mais tempo de reacção, exclamou:
- Desculpa, não era minha intenção incomodar-te!
- Não faz mal, apenas estou a descansar de todos estes anos de ser maltratado!... – desabafou ele.
- Já agora... eu chamo-me Titã. E tu?
- Eu chamo-me Riscas! Estás sozinha?
- Sim, infelizmente não tenho amigos! Apenas sou eu, e só eu!
- Então, que achas de passar o Natal comigo?
- Claro que sim!!! – disse Titã sem hesitar.
Continuaram a conversa pela noite fora, contando como chegaram àquele sítio. Ficaram para sempre amigos e nunca mais voltaram para muito longe dali, para apagar memórias e mágoas do passado! E, como se diz para todas as histórias… FELIZES PARA SEMPRE!!!

(Catarina Marcelo n.º 8, Letícia Pereira n.º 17 - 7.º B)

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